quarta-feira, setembro 19, 2007

Amor e Loucura

Era uma vez a Loucura. Um dia ela decidiu dar uma festa e convidar todos os seus amigos. Durante a festa a Vontade sugeriu jogar às escondidas. „Jogar às escondidas? Que jogo é esse?“ perguntou a Ignorância. „As escondidas é um jogo: um de nós conta até 100 e os outros têm de se esconder. O último a ser encontrado ganha.“ Respondeu prontamente a Inteligência. Todos quiseram jogar menos o Medo e a Preguiça. A Loucura está tão entusiasmada que se ofereceu para ser ela a contar. A confusão começou, todos se queriam esconder o mais rápido possível. A Segurança foi esconder-se no sótão da casa do vizinho. De certeza que aqui ninguém a encontra! O descuido escondeu-se atrás de uma plantinha. A Tristeza só chorava, sem conseguir sair do sítio. A Insegurança chorava junto como ela, porque não sabia se era melhor esconder-se à frente ou atrás do muro. “…98,99,100!“ gritou a Loucura. „Eu vou vos encontrar!“ A primeira a ser encontrada foi a Curiosidade, porque estava tão curiosa de saber quem seria o primeiro a ser encontrado, que foi descoberta ao espreitar do seu esconderijo. A Felicidade também foi rapidamente descoberta. Era impossível não ouvir as risadinhas dela. Em pouco tempo a Loucura já tinha encontrado quase todos os seus amigos. Até mesmo a Segurança. Foi então que o Cepticismo se lembrou: „E onde é que está o Amor?“ Todos encolheram os ombros. Na verdade, ninguém reparou onde é que ele se escondeu. Começaram a procurar: debaixo de pedras, para lá do Arco-Íris, sobre as árvores… A Loucura procurava no meio dos arbustos com um pequeno pauzinho. De repente ouviu-se um grito! Era o Amor. A Loucura arrancou-lhe um olho sem querer. Ela pediu imensas desculpas, e como prova do seu arrependimento, ela prometeu ao Amor que iria ser os seus olhos, para sempre. O Amor aceitou. E foi a partir deste momento que se começou a dizer que o Amor é cego e guiado por uma certa Loucura.

traducao de um texto publicado ontem no blog da Alexandra

segunda-feira, setembro 17, 2007

copo meio cheio ou meio vazio?


There's something to be said about a glass half full. I think it is a floating line, a barometer of need and desire. It's entirely up to the individual and depends on what's being poured.
Sometimes all we want is a taste. Other times there is no such thing as enough.
The glass is bottomless and all we want is more.

um momento de pura intimidade e devaneio feminino: extraído da série Grey's Anatomy.

domingo, setembro 16, 2007

Emotional vs Rational

Well I held you like a lover
Happy hands and your elbow in the appropriate place
And we ignored our others, happy plans
For that delicate look upon your face

Our bodies moved and hardened
Hurting parts of your garden
With no room for a pardon
In a place where no one knows what we have done

Do you come
Together ever with him?
And is he dark enough?
Enough to see your light?
And do you brush your teeth before you kiss?
Do you miss my smell?
And is he bold enough to take you on?
Do you feel like you belong?

And does he drive you wild?
Or just mildly free?
What about me?

Well you held me like a lover
Sweaty hands
And my foot in the appropriate place
And we use cushions to cover
Happy glands
In the mild issue of our disgrace
Our minds pressed and guarded
While our flesh disregarded
The lack of space for the light-hearted
In the boom that beats our drum

Well I know
I make you cry
And I know sometimes you wanna die
But do you really feel alive without me?
If so, be free


Damien Rice


To you, you know who... who made my world go round and stop. Stop for a moment that seems an eternity... I want to walk, but I guess I need to learn how to walk again...

sábado, setembro 15, 2007

Lost in Translation (2004)



Listen to the girl
As she takes on half the world
Moving up and so alive
In her honey dripping beehive
Beehive
It's good, so good, it's so good
So good
Jesus & Mary Chain
Nothing was like in the movies... so I guess I can go on....

quarta-feira, setembro 12, 2007

How to save a feeling?

I guess you don't need it
I guess you don't want me to repeat it
But everything I have to give I'll give to you
It's not like we planned it
You tried to stay, but you could not stand it
To see me shut down slow
As though it was an easy thing to do
Even as my eyes do see it
The very things that make you live are killing you

Listen when

All of this around us'll fall over
I tell you what we're gonna do
You will shelter me my love
And I will shelter you
I will shelter you


Ray Lamontagne, Shelter Lyrics (adapted)

segunda-feira, setembro 03, 2007

E.E.Cummings advised...

maggie and milly and molly and may
went down to the beach(to play one day)

and maggie discovered a shell that sang
so sweetly she couldn't remember her troubles,

and milly befriended a stranded star
whose rays five languid fingers were;

and molly was chased by a horrible thing
which raced sideways while blowing bubbles:and

may came home with a smooth round stone
as small as a world and as large as alone.

For whatever we lose(like a you or a me)
it's always ourselves we find in the sea


às vezes é preciso aprender... aquilo que o mundo nos oferece também nos pode tirar, com a mesma rapidez ou surpresa. No final (se é que se pode falar num final) o único que nos resta é aquilo que já tinhamos ao início: Nós.

terça-feira, agosto 21, 2007

O mundo sem olhos

Há noites como esta. Noites em que o mundo parece demasiado grande para a nossa pequenez. Noites nas quais apetece fechar os olhos e, de repente, o mundo não passa daquele sítio onde nos sentimos mais ou menos em casa.
Sem notar, ao som da música, estamos de olhos fechados e o vento que sopra do lado de fora é aquela mão que nos acaricia o cabelo antes de adormecer. O sorriso daques que amamos sabe (mesmo estando tão longe dela) à maresia de uma manhã de Verão. E então descobrimos que os olhos são o desvio da alma. São eles que nos distraem do toque da voz daqueles que nos rodeiam. De olhos fechados aprendemos a sentir o cheiro de um abraço no momento certo - cheira a jardim regado pela chuva fria numa noite de inverno.

De olhos abertos o mundo é mais impiedoso.
De olhos abertos o mundo mostra-nos a insipidez de um sorriso, a rigidez de um abraço. O cheiro, o toque o sabor desvanecem sem aviso prévio.


De olhos abertos o mundo tem jardins de pedra e as pessoas sâo estátuas igualmente imóveis.

De olhos abertos o mundo não passa do mundo que tão bem conhecemos.

segunda-feira, agosto 20, 2007

O que virá depois do Silêncio?

Inspira,
expira.
Deixa que o ar te encha os pulmões,
como se os abrisses pela primeira vez.
São poucas as vezes em que sentimos
tudo como se fosse outra vez a primeira vez.

Pára.
Só por um instante.
Não deixes que o tempo
Não te dê tempo para parar.

Não fales.
Não digas nem uma palavra,
E goza o silêncio que o amor nos deixou.


foto extraída de www.galeriadelsangels.com

sexta-feira, agosto 17, 2007

Past Tense derivation

If the sun refuses to shine,
I would still be loving you.
when mountains crumble to the sea,
There will still be you and me.

The kinda person I give you my all
The kinda person nothing more

Little drops of rain whisper of the pain
Tears of love is strong, there is no wrong.
Together we shall go until we die
Inspiration is what you are to me,
Inspiration loving you....

And today my world is smiles
your hand in mine, we walk the miles
Thanks to you it will be done,
For you to me,
I'm the only one
Happiness no more, be sad
Happiness, I'm glad.



Led Zeppelin

terça-feira, julho 31, 2007

You



I know sometimes you wanna die...
... but do you really feel alive without me?



Accidental Babies, Damien Rice

sexta-feira, julho 27, 2007

Time


"We have so little time", I said, "let's not spend it in anger." Your silence hurts.


And we are running out of time.

Time won't wait for us to be ready....

quinta-feira, julho 26, 2007

Shhhhhh......

Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.

Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.

E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.

Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.


Carlos Tê

terça-feira, julho 24, 2007

Take my hand and let me lead you back to yourself




Sometimes angels appear under disguise. They hide their wings but still they can fly.

Sometimes angels pretend to be humans. And they pretend it so hard that sometimes they don't know anymore where their wings have gone.

Sometimes angels are weak and lost. And they can't find their way back to their track.

Sometimes angels forget to be angels...

quarta-feira, julho 18, 2007

Os amigos

Esses estranhos que nós amamos
e nos amam
olhamos para eles e são sempre
adolescentes, assustados e sós
sem nenhum sentido prático
sem grande noção da ameaça ou da renúncia
que sobre a luz incide
descuidados e intensos no seu exagero
de temporalidade pura

Um dia acordamos tristes da sua tristeza
pois o fortuito significado dos campos
explica por outras palavras
aquilo que tornava os olhos incomparáveis

Mas a impressão maior é a da alegria
de uma maneira que nem se consegue
e por isso ténue, misteriosa:
talvez seja assim todo o amor
 
José Tolentino Mendonca

quarta-feira, junho 20, 2007

domingo, junho 17, 2007

Coffee & Cigarettes - Part IV


Literally. Me, my coffee and my cigarettes on a Sunday morning...
A spaceship flew through my window last night. And I payed a ride to nowhere with it. It flew so fast that I didn't get the chance to say no... Its light was so bright that I could switch off the sun without even noticing it.
I was left on a place I knew before. A place where the wind takes you everyday to another different place. But somehow it feels weird out here. As if my feet could not move but something was pushing me to somewhere else.
How can I find my way back home?

You are the Empress

Beauty, happiness, pleasure, success, luxury, dissipation.

The Empress is associated with Venus, the feminine planet, so it represents, beauty, charm, pleasure, luxury, and delight. You may be good at home decorating, art or anything to do with making things beautiful.
The Empress is a creator, be it creation of life, of romance, of art or business. While the Magician is the primal spark, the idea made real, and the High Priestess is the one who gives the idea a form, the Empress is the womb where it gestates and grows till it is ready to be born. This is why her symbol is Venus, goddess of beautiful things as well as love. Even so, the Empress is more Demeter, goddess of abundance, then sensual Venus. She is the giver of Earthly gifts, yet at the same time, she can, in anger withhold, as Demeter did when her daughter, Persephone, was kidnapped. In fury and grief, she kept the Earth barren till her child was returned to her.

What Tarot Card are You?

segunda-feira, junho 11, 2007

Indecisos por decisão própria

Cada vez mais se diz que a nossa geração é incapaz de tomar decisões. Aqui fica o último testemunho em defesa da liberdade de escolha.

Que mais irão dizer sobre nós? Não contribuímos para o aumento da taxa de natalidade. Somos filhos do comodismo. Contudo a mais recente acusação é um ataque ás nossas perspectivas de vida: cada vez mais somos rotulados de´“incapazes de tomar decisões”. Incostantes e indecisos. Mas, e se dizermos que o adiamento de decisões não é sinónimo da incapacidade de as encontrar? E se esta disposição para o novo não for mais do que um valor nascido da necessidade e/ou realidade?
Aqui não se trata de pessoas que ficam horas sentadas, de olhos pregados no menu do café a tentar decidir se tomam uma cerveja ou um gin tónico. Também não se trata daqueles que saltam de curso em curso sem fazerem a mínima ideia do que fazer com a própria vida. Aqui vamos falar sobre aqueles que sabem o que querem mas que reconhecem que o caminho tem muitas curvas. Pessoas que reconhecem que o mundo se transforma em cada segundo, e que os desejos de hoje podem não ser os de amanhã e os de amanhã podem ser algo que nunca pensariam querer hoje. Não se trata de inconsistência mas de constante mudança.
O escritor de argumentos de cinema que ainda não consegue viver da sua profissão e que, por isso, serve à mesa três vezes por semana, é muitas vezes acusado de conformado. A jovem designer que não consegue juntar dinheiro suficiente com as suas vendas e por isso trabalha em part-time num call center é associada à falta de idealismo. No entanto, ambos tomaram uma decisão muito importante: tentar a todo custo fazer profissionalmente aquilo que realmente desejam, mesmo que isso signifique ter outra profissão (temporariamente).
Antigamente era tudo bastante mais fácil: os objectivos de vida bem definidos (trabalho fixo, casamento, filhos e casa própria), assim como, a forma de os alcançar (boas notas, noivado, conta poupança habitação). Todos eram verdades dogmáticas – mas nem sempre essencialmente boas. A verdade é que ninguém sente falta dos tempos em que o filho assumia o negócio do pai e as mulheres nem sequer tinham liberdade para decidir sobre a própria vida. Nem tão pouco dos tempos em que, quase ainda crianças, tinhamos de decidir sobre o nosso futuro. Crianças que mostram precocemente um grande poder de decisão, têm o dobro das chances de dar um passo em falso.
Contudo, não se trata aqui exclusivamente da escolha da profissão futura, mas sim, também da eterna pergunta: “Como é que eu quero viver?” As gerações anteriores já nos mostraram os dois extremos: a divisão política e social dos anos 60 e o hedonismo dos anos 80. A verdade é que aprendemos a evitá-los ou a contorná-los estrategicamente. Mas, não será mais duvidosa uma frustrante carreira de chefe, do que a luta humana por algo em que se acredita? Então porque é que temos de nos sentir obrigados a fazer para o resto da vida algo que não nos dá o mínimo prazer?

terça-feira, junho 05, 2007

Life's lesson...


Change your heart
Look around you
Change your heart
I will astound you
I need your lovin'
Like the sunshine...
Just like a rainy day without sun and light.... I close the windows of my room and my heart is clouded and dark...

quinta-feira, maio 24, 2007

Spaceships by your window

Nothing unusual, nothing strange
Close to nothing at all
The same old scenario, the same old rain
And there's no explosions here
Then something unusual, something strange
Comes from nothing at all
I saw a spaceship fly by your window
Did you see it disappear?


When will a spaceship fly by my window?