terça-feira, dezembro 30, 2008

Princess Y




I once fell in love with you
Just because the sky turned from gray
Into blue
It was a good friday
The streets were open and empty
No more passion play
On st. Nicholas avenue
I believe in st. Nicholas
Its a different type of santa clause




Lyrics from "Good Friday", CocoRosie

segunda-feira, dezembro 29, 2008

KissTalkKissTalkKissTalk............ Kiss!


Come on: Kiss me as you would talk to me or talk to me as if you would kiss me.

Forget the order of things.

As long as you talk.
As long as you kiss.


In the end, both of them, wether it be kissing or talking... are the communication agreement we established between us.

No order. No names. No catalogues.



Will you kiss me now? Or you'd rather talk?






foto extraída de: http://olhares.aeiou.pt/foto1255003.html

sábado, dezembro 20, 2008

Das Logik des Schaffens

ich bewundere sowieso die menschen, die ohnehin sagen können: "ich schaffe es." Ich frage mich ob sie überhaupt meinen, das was sie wirklich sagen.

"Ich schaffe es nicht."
Und ich sage es so jetzt nicht aus Lust. Nicht aus Frust.
Ich sage es aus eigene Entscheidung: "ich schaffe es nicht."

"ich will es nicht schaffen. Ich will nur, dass es passiert."

Irgendwann passiert es auch und ich, die Puppe meines Lebens, geniesse es...

quarta-feira, dezembro 17, 2008

the verb


To cry.... is not a matter of weakness.
No.
To cry... is a matter of letting go,
releasing the bandages of memory that capture us in a moment of emotional openness.






There's no need to remember to cry.
No.
There's no need to remember at all.







I didn't need to remember if only you gave me the chance to forget it all....

terça-feira, dezembro 16, 2008

Quem vê o mar através de um binóculo nunca molha os pés



Acaba aquilo que começaste com a mesma força de vontade que te levou ao início:

viver as coisas a meio é como ver o mar através de um binóculo... está tão perto mas não te pertence. A plenitude da sua água salgada só é tua no momento em que te deixas molhar por ela e é o vai-e-vem das ondas que determina a intimidade que nesse momento se cria.

Quem fica a meio do caminho não se lembra já do início e nem sequer conhece o fim:

e será precisamente este meio-termo entre o vivido e o por-viver que lhe dará a certeza de uma segurança imparcial mas duradoura. Deixa nascer as raízes que brotam dos teus pés e tenta crescer aí, nesse terreno que não é nada mas pode ser tudo. Enquanto tiveres os binóculos poderás sempre ver tudo aquilo que podia um dia ter sido e nunca foi. Desistir não é fraqueza mas sim um acto de coragem... Coragem de parar com a consciência de que não se chegou ao fim, coragem para ver a vida passar á distância de uma lente óptica.

Quem vê o mar através de um binóculo nunca molha os pés. Os meus pés estão molhados até aos joelhos... E no gozo das ondas saboreio a água fresca que o mar me deu - e que é minha nesse momento! Lá em cima... brilha a luz de uma lua cheia que só os meus olhos podem ver mas nunca os teus.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

small orange memories



Stop hunting the ghost of me. Small orange box hiding on the corner... You're the monster in my mind, you're the phantom in my heart.

Stop hunting. Why do you have to be there when I give myself to someone else? What's the point of keeping something you know you will never use anymore?

Stop hunting.
Stop hunting.

Stop being here... I don't want to feel the need of screaming your name when pleasure is bursting out of my veins, my mouth is feeling a new taste, my hands discovering another body. There's no space for you between us...

there should be no room for you here....

You are closed and sealed in this small orange box hidden on the corner of my room.

Stay there.

terça-feira, dezembro 09, 2008

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Os viciados


O prazer traz o teu cheiro e o teu cheiro esconde o prazer.


Ainda não decidi com qual deles quero ficar.

O vício tem algo de mágico escondido. Não se trata de decidir.

Não.

Descobri o outro prazer no querer continuar na roda viva do teu vício:

O prazer traz o teu cheiro.

E o teu cheiro o prazer.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Fair play

No. It is not fair to hide your tears behind the smile of someone else. You should work your tears out and be able to smile for yourself.
And I don't believe it's fair to spend your kisses in someone else's mouth just because the one which owns them doesn't feel like taking them anymore. You pretend to rent a new heart and glue them on the old one. Does it make you feel better? To create new feelings, new emotions that hide the old painful ones. You put your bleeding heart in an orange box and pretend you don't know where you hide it. Nonetheless you know. But it is easier to pretend. It gives you time to play the make believe. Maybe someday you believe in what you want to believe.

Life doesn't give you time for fair plays. You are in and you are supposed to make it roll. No matter how, no matter why.

I know I don't play fair. But... does anyone even bother to ask me if i wanted to play at all?

sábado, novembro 15, 2008

why don't you just go?

You closed the door behind you. You did. There is no way you can't prove the opposite.
You closed the door behind you because you needed, because you wanted, because you couldn't be inside our four walls anymore.

You closed the door behind you and stood in the hallway.


I want to go out. This walls are to big for me alone. I need more space.

Why don't you just go? The hallway is to tight for both of us and i need to go through it alone.

quarta-feira, outubro 29, 2008

Papel: "porque é que perguntas?"

Pega no lápis e borrata o papel.
Não lhe perguntes para que serve... o papel não responde, nunca vai responder.
Podes indagar, perguntar-te a ti próprio se poderias aproveitar esse pedaço de papel em branco para criar tudo aquilo com que alguma vez sonhaste.

Afinal, neste papel branco tudo é possível, o possível e o impossível, o real ou o imaginário...


Podias ter desenhado árvores cor-de-rosa com frutas de sabor a chocolate....
Podias ter feito um sol com um sorriso de ponta a ponta....
As flores podiam ser do tamanho das casas...
Podia ter existido um coração verdadeiro e vermelho no meio de cada casal apaixonado...
As casas podiam ter todas três janelas e uma porta com uma chaminé a deitar fumo cinzento...
E cada uma delas teria um carro tipo carocha estacionado á porta...

Tudo isto podia ter sido possível... se tu não tivesses perguntado.
Perguntaste.
E o papel não respondeu.


Ficou em branco.



"Mais valia um borrão de tinta."

terça-feira, outubro 21, 2008

Yep.


I guess it is true what people say about me. I guess I am not that normal after all. I guess I don't see the world so black & white. Probably I do too much reading.... Maybe you were right about leaving. You were not used not to feel the ground under your feet and walking on clouds seemed confusing to you.


Perhaps they were all right. It is not right to turn the world around just for your own pleasure and pretending that the time stops for a second is the stupidest thing you could ever do. Yep... I guess you were not ready to realize that you could actually be the world for someone else besides you.

But you know? Fantasy is also only a point of view like being democrat or republican, choosing to believe in God or not. It is actually a rational decision. I guess you could call it crazy... to decide to live in a world where clouds are sweet and grass tastes like fresh beans; the sky can be the ground you walk in and the wind is the swing that makes you jump out of bed every morning; love can be sun that shines through your wind and time stops by your command.


Even though it's crazy... I'd rather live in here.




foto extraída de: http://olhares.aeiou.pt/atravessar_de_bicicleta/foto2052455.html

segunda-feira, outubro 20, 2008

Ia sussurar-te ao ouvido

Quem me dera a mim perceber a Ciência e o Corpo Humano. Como que por magia, criava uma máquina que me deixa-se mudar de cara, de corpo... uma máquina que me fizesse parecer outra pessoa mesmo nao sendo.

E quando estivesse pronta... metia-me no comboio e ia ter contigo. Sussurava-te ao ouvido: sou eu...

Bastava fechar os olhos e deixar o coracao fazer o resto....

sábado, outubro 18, 2008

Books written for girls

You can compliment me on the style of my hair
GIve me marks out of ten for the clothes that I wear
You probably thought I had more upstairs.

I disappoint you.
Can't see through your perfect smile.

He likes to read books written for girls.
He prides himself on being a man of the world.
In the darkest of places he gets his thrills.

He will disappoint you
If you see through his perfect smile.

I think separation is okay.
You're not star to guide me anyway.
You only wanted me to play.
A fool...played by your rules.

Now my door has swollen from the rain.
God knows we'll never see her face again.
People get shattered in many ways.

They can disappoint you.
When you see through
Their perfect smile.

Camera Obscura, Book written for girls


Se a verdade do mundo pudesse sempre ser cantada....

quinta-feira, setembro 25, 2008

Esquece

Esquece o melhor que puderes.
Há drogas e cinema (por
enquanto). Não vais ser tu a aprisionar
os gestos felizes ou sem rumo
de que ainda sou capaz.
Não é nada pessoal, garanto-te.

Bebi sempre demais, acordo
tarde e as crianças estão longe de ser
o meu animal doméstico preferido.
Detesto horários, famílias e obrigações.
Até a partilha dos lençóis,
quando não é o amor a rasgá-los.

Os dias, porém, depressa
nos obrigam ao esterco das rotinas,
ao desejo inútil de procurar
a morte noutros braços

Mas não. Não vou mudar de marca
de cigarros nem de pasta
dentífrica. Acordo logo que puder,
já sabes. Telefono-te rouco,
eventualmente triste, a precisar
de alguma liberdade para poder provar,
sozinho, que a liberdade não existe
mas dá bastante jeito.

E no entanto, depois disto tudo,
é altamente provável que eu te queira
amar. Como não sei melhor, como sei.





Better off without a wife, Manuel de Freitas

domingo, setembro 21, 2008

Os Amantes

"Tenho medo que a liberdade se torne um vício." (Miguel Sousa Tavares, Rio das Flores) Os amantes amam por amor. Não o querer, o fazer, o ter.... mas a magia que se esconde por trás do objecto. Os momentos intensos de desejo, de sonho e de tortura e dor que antecedem a posse... onde tudo se desvanece. O amante é insaciável e a sua fome é aquilo que o define. A fome de amor é a essência do amante. E ele reconhece-o. Reconhece-o com prazer, com dor, com alegria e com tristeza.
O amante busca a utopia inalcançável.... O amante busca as pedras no caminho e não o banho quente no fim de uma caminhada. Quando um caminho termina... abre-se um novo, mais íngreme, mais difícil.. para tornar a busca interminável ainda mais desejada, ainda mais essencial....

O amante busca - consciente da sua derrota - tudo aquilo que os outros não ousam procurar... a eterna sensação de novidade, a eterna sensação de liberdade.

Vício? Talvez.... Acende mais um cigarro, o nosso amante errante... em busca de novos caminhos, novos desafios, novas paradas. Vício? Sim, com certeza... amar é um vício eterno, é o vício da sobrevivência. O cigarro apagou e o corpo pede mais... ele não pode recusar. Sim. A liberdade é o vício do amante... Liberdade é o nome que se dá ao mundo onde habita o Amor.

sexta-feira, setembro 19, 2008

Os criadores de monstros

São pessoas normais como nós e toda a gente que caminham as mesmas ruas, frequenta os mesmos espaços. Aparentemente. Mas só aparentemente. Os criadores de monstros têm um trabalho vitalício que os ocupa 24 horas por dia e sete dias por semana lá na oficina do pensamento. Peça por peça, vão criando, magicando um pequeno monstrinho. Sozinho. O criador de monstros é um ser solitário. E é ela – a solidão – que alimenta o monstro que ele cria, que lhe dá força, carisma e independência. Egocêntrico. O criador de monstros gosta de si e reconhece (ou será todo esse reconhecimento mera fantasia sua?) que o mundo, as pessoas que o rodeiam não são, não dão, não fazem o suficiente. Nunca é suficiente. O descontentamento é a matéria-prima do nosso criador de monstros. Mas…

No final, o monstro já criado – feio, pavoroso, diabólico – é chegada a conclusão: não existe espaço no mundo para ele. O criador de monstros esconde-o debaixo da sua cama. Por vergonha? Por gozo? O criador de monstros não cria monstros para os outros. Não, ele não quer mal a ninguém… senão a ele próprio. Ele cria os monstros para si, para sua própria companhia. Porque ás vezes é melhor sentir tristeza, dor, indiferença do que não sentir nada de nada.

quinta-feira, setembro 18, 2008

Brisa das palavras

Era capaz de jurar que senti o chao a girar. Uma leve tendência giratória, aleatória...



Sussuraste-me qualquer coisa ao ouvido... e sim, senti-o.


Ou foste tu que na deliciosa brisa das tuas palavras empurras-te o globo para eu ter uma perspectiva diferente do mundo?









reaccao ao filme Candy de Neil Armfield

segunda-feira, setembro 15, 2008

Coffee & Cigarettes Part VI





Há quanto tempo nao me rio até me doer a barriga.....


Espero que, quando volte a acontecer eu ainda saiba reconhecer o momento de felicidade que é deixar-se levar pelo instinto do riso.








foto extraída de: http://olhares.aeiou.pt/ler___filipe_duarte/foto505105.html

segunda-feira, setembro 08, 2008

A realidade que só tu podes ver

"O surrealismo é uma fusão perfeita entre a técnica e a sensibilidade. À partida, você tem um cenário tecnicamente perfeito ao nível da pintura - tão perfeito que parece quase uma fotografia. Nenhum pormenor escapa; as linhas, as sombras, os contornos estão rigorosamente desenhados: o é o real absoluto. Depois, o retrato começa como que a perder o juízo, a fartar-se de tamanha fidelidade e, de repente, é como se você estivesse aqui a olhar para o ribeiro e, á força de o ver sempre nítido e imutável, fecha os olhos e, quando os abria, via qualquer coisa de absurdo, que não está lá, mas que, na sua imaginação, podia estar. Como....
- Como você, por exemplo....."



in Rio das Flores, Miguel Sousa Tavares


Ás vezes a realidade não é nada daquilo que queremos ver ou sentir.... porque não criar a nossa própria realidade e vivê-la feliz?