sábado, dezembro 20, 2008
Das Logik des Schaffens
"Ich schaffe es nicht."
Und ich sage es so jetzt nicht aus Lust. Nicht aus Frust.
Ich sage es aus eigene Entscheidung: "ich schaffe es nicht."
"ich will es nicht schaffen. Ich will nur, dass es passiert."
Irgendwann passiert es auch und ich, die Puppe meines Lebens, geniesse es...
quarta-feira, dezembro 17, 2008
the verb
To cry.... is not a matter of weakness.
No.
To cry... is a matter of letting go,
releasing the bandages of memory that capture us in a moment of emotional openness.
There's no need to remember to cry.
No.
There's no need to remember at all.
I didn't need to remember if only you gave me the chance to forget it all....
terça-feira, dezembro 16, 2008
Quem vê o mar através de um binóculo nunca molha os pés
Acaba aquilo que começaste com a mesma força de vontade que te levou ao início:
viver as coisas a meio é como ver o mar através de um binóculo... está tão perto mas não te pertence. A plenitude da sua água salgada só é tua no momento em que te deixas molhar por ela e é o vai-e-vem das ondas que determina a intimidade que nesse momento se cria.
Quem fica a meio do caminho não se lembra já do início e nem sequer conhece o fim:
e será precisamente este meio-termo entre o vivido e o por-viver que lhe dará a certeza de uma segurança imparcial mas duradoura. Deixa nascer as raízes que brotam dos teus pés e tenta crescer aí, nesse terreno que não é nada mas pode ser tudo. Enquanto tiveres os binóculos poderás sempre ver tudo aquilo que podia um dia ter sido e nunca foi. Desistir não é fraqueza mas sim um acto de coragem... Coragem de parar com a consciência de que não se chegou ao fim, coragem para ver a vida passar á distância de uma lente óptica.
Quem vê o mar através de um binóculo nunca molha os pés. Os meus pés estão molhados até aos joelhos... E no gozo das ondas saboreio a água fresca que o mar me deu - e que é minha nesse momento! Lá em cima... brilha a luz de uma lua cheia que só os meus olhos podem ver mas nunca os teus.
quinta-feira, dezembro 11, 2008
small orange memories

Stop hunting the ghost of me. Small orange box hiding on the corner... You're the monster in my mind, you're the phantom in my heart.
Stop hunting. Why do you have to be there when I give myself to someone else? What's the point of keeping something you know you will never use anymore?
Stop hunting.
Stop hunting.
Stop being here... I don't want to feel the need of screaming your name when pleasure is bursting out of my veins, my mouth is feeling a new taste, my hands discovering another body. There's no space for you between us...
there should be no room for you here....
You are closed and sealed in this small orange box hidden on the corner of my room.
Stay there.
terça-feira, dezembro 09, 2008
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Os viciados
quinta-feira, novembro 20, 2008
Fair play
And I don't believe it's fair to spend your kisses in someone else's mouth just because the one which owns them doesn't feel like taking them anymore. You pretend to rent a new heart and glue them on the old one. Does it make you feel better? To create new feelings, new emotions that hide the old painful ones. You put your bleeding heart in an orange box and pretend you don't know where you hide it. Nonetheless you know. But it is easier to pretend. It gives you time to play the make believe. Maybe someday you believe in what you want to believe.
Life doesn't give you time for fair plays. You are in and you are supposed to make it roll. No matter how, no matter why.
I know I don't play fair. But... does anyone even bother to ask me if i wanted to play at all?
sábado, novembro 15, 2008
why don't you just go?
You closed the door behind you because you needed, because you wanted, because you couldn't be inside our four walls anymore.
You closed the door behind you and stood in the hallway.
I want to go out. This walls are to big for me alone. I need more space.
Why don't you just go? The hallway is to tight for both of us and i need to go through it alone.
quarta-feira, outubro 29, 2008
Papel: "porque é que perguntas?"
Não lhe perguntes para que serve... o papel não responde, nunca vai responder.
Podes indagar, perguntar-te a ti próprio se poderias aproveitar esse pedaço de papel em branco para criar tudo aquilo com que alguma vez sonhaste.
Afinal, neste papel branco tudo é possível, o possível e o impossível, o real ou o imaginário...
Podias ter desenhado árvores cor-de-rosa com frutas de sabor a chocolate....
Podias ter feito um sol com um sorriso de ponta a ponta....
As flores podiam ser do tamanho das casas...
Podia ter existido um coração verdadeiro e vermelho no meio de cada casal apaixonado...
As casas podiam ter todas três janelas e uma porta com uma chaminé a deitar fumo cinzento...
E cada uma delas teria um carro tipo carocha estacionado á porta...
Tudo isto podia ter sido possível... se tu não tivesses perguntado.
Perguntaste.
E o papel não respondeu.
Ficou em branco.
"Mais valia um borrão de tinta."
terça-feira, outubro 21, 2008
Yep.

I guess it is true what people say about me. I guess I am not that normal after all. I guess I don't see the world so black & white. Probably I do too much reading.... Maybe you were right about leaving. You were not used not to feel the ground under your feet and walking on clouds seemed confusing to you.
Perhaps they were all right. It is not right to turn the world around just for your own pleasure and pretending that the time stops for a second is the stupidest thing you could ever do. Yep... I guess you were not ready to realize that you could actually be the world for someone else besides you.
But you know? Fantasy is also only a point of view like being democrat or republican, choosing to believe in God or not. It is actually a rational decision. I guess you could call it crazy... to decide to live in a world where clouds are sweet and grass tastes like fresh beans; the sky can be the ground you walk in and the wind is the swing that makes you jump out of bed every morning; love can be sun that shines through your wind and time stops by your command.
Even though it's crazy... I'd rather live in here.
foto extraída de: http://olhares.aeiou.pt/atravessar_de_bicicleta/foto2052455.html
segunda-feira, outubro 20, 2008
Ia sussurar-te ao ouvido
E quando estivesse pronta... metia-me no comboio e ia ter contigo. Sussurava-te ao ouvido: sou eu...
Bastava fechar os olhos e deixar o coracao fazer o resto....
sábado, outubro 18, 2008
Books written for girls
GIve me marks out of ten for the clothes that I wear
You probably thought I had more upstairs.
I disappoint you.
Can't see through your perfect smile.
He likes to read books written for girls.
He prides himself on being a man of the world.
In the darkest of places he gets his thrills.
He will disappoint you
If you see through his perfect smile.
I think separation is okay.
You're not star to guide me anyway.
You only wanted me to play.
A fool...played by your rules.
Now my door has swollen from the rain.
God knows we'll never see her face again.
People get shattered in many ways.
They can disappoint you.
When you see through
Their perfect smile.
Camera Obscura, Book written for girls
Se a verdade do mundo pudesse sempre ser cantada....
quinta-feira, setembro 25, 2008
Esquece
Há drogas e cinema (por
enquanto). Não vais ser tu a aprisionar
os gestos felizes ou sem rumo
de que ainda sou capaz.
Não é nada pessoal, garanto-te.
Bebi sempre demais, acordo
tarde e as crianças estão longe de ser
o meu animal doméstico preferido.
Detesto horários, famílias e obrigações.
Até a partilha dos lençóis,
quando não é o amor a rasgá-los.
Os dias, porém, depressa
nos obrigam ao esterco das rotinas,
ao desejo inútil de procurar
a morte noutros braços
Mas não. Não vou mudar de marca
de cigarros nem de pasta
dentífrica. Acordo logo que puder,
já sabes. Telefono-te rouco,
eventualmente triste, a precisar
de alguma liberdade para poder provar,
sozinho, que a liberdade não existe
mas dá bastante jeito.
E no entanto, depois disto tudo,
é altamente provável que eu te queira
amar. Como não sei melhor, como sei.
Better off without a wife, Manuel de Freitas
domingo, setembro 21, 2008
Os Amantes
O amante busca a utopia inalcançável.... O amante busca as pedras no caminho e não o banho quente no fim de uma caminhada. Quando um caminho termina... abre-se um novo, mais íngreme, mais difícil.. para tornar a busca interminável ainda mais desejada, ainda mais essencial....
O amante busca - consciente da sua derrota - tudo aquilo que os outros não ousam procurar... a eterna sensação de novidade, a eterna sensação de liberdade.
Vício? Talvez.... Acende mais um cigarro, o nosso amante errante... em busca de novos caminhos, novos desafios, novas paradas. Vício? Sim, com certeza... amar é um vício eterno, é o vício da sobrevivência. O cigarro apagou e o corpo pede mais... ele não pode recusar. Sim. A liberdade é o vício do amante... Liberdade é o nome que se dá ao mundo onde habita o Amor.
sexta-feira, setembro 19, 2008
Os criadores de monstros
São pessoas normais como nós e toda a gente que caminham as mesmas ruas, frequenta os mesmos espaços. Aparentemente. Mas só aparentemente. Os criadores de monstros têm um trabalho vitalício que os ocupa 24 horas por dia e sete dias por semana lá na oficina do pensamento. Peça por peça, vão criando, magicando um pequeno monstrinho. Sozinho. O criador de monstros é um ser solitário. E é ela – a solidão – que alimenta o monstro que ele cria, que lhe dá força, carisma e independência. Egocêntrico. O criador de monstros gosta de si e reconhece (ou será todo esse reconhecimento mera fantasia sua?) que o mundo, as pessoas que o rodeiam não são, não dão, não fazem o suficiente. Nunca é suficiente. O descontentamento é a matéria-prima do nosso criador de monstros. Mas…
No final, o monstro já criado – feio, pavoroso, diabólico – é chegada a conclusão: não existe espaço no mundo para ele. O criador de monstros esconde-o debaixo da sua cama. Por vergonha? Por gozo? O criador de monstros não cria monstros para os outros. Não, ele não quer mal a ninguém… senão a ele próprio. Ele cria os monstros para si, para sua própria companhia. Porque ás vezes é melhor sentir tristeza, dor, indiferença do que não sentir nada de nada.
quinta-feira, setembro 18, 2008
Brisa das palavras
Sussuraste-me qualquer coisa ao ouvido... e sim, senti-o.
Ou foste tu que na deliciosa brisa das tuas palavras empurras-te o globo para eu ter uma perspectiva diferente do mundo?
reaccao ao filme Candy de Neil Armfield
segunda-feira, setembro 15, 2008
Coffee & Cigarettes Part VI
segunda-feira, setembro 08, 2008
A realidade que só tu podes ver
- Como você, por exemplo....."
in Rio das Flores, Miguel Sousa Tavares
Ás vezes a realidade não é nada daquilo que queremos ver ou sentir.... porque não criar a nossa própria realidade e vivê-la feliz?




