sábado, outubro 18, 2008
Books written for girls
GIve me marks out of ten for the clothes that I wear
You probably thought I had more upstairs.
I disappoint you.
Can't see through your perfect smile.
He likes to read books written for girls.
He prides himself on being a man of the world.
In the darkest of places he gets his thrills.
He will disappoint you
If you see through his perfect smile.
I think separation is okay.
You're not star to guide me anyway.
You only wanted me to play.
A fool...played by your rules.
Now my door has swollen from the rain.
God knows we'll never see her face again.
People get shattered in many ways.
They can disappoint you.
When you see through
Their perfect smile.
Camera Obscura, Book written for girls
Se a verdade do mundo pudesse sempre ser cantada....
quinta-feira, setembro 25, 2008
Esquece
Há drogas e cinema (por
enquanto). Não vais ser tu a aprisionar
os gestos felizes ou sem rumo
de que ainda sou capaz.
Não é nada pessoal, garanto-te.
Bebi sempre demais, acordo
tarde e as crianças estão longe de ser
o meu animal doméstico preferido.
Detesto horários, famílias e obrigações.
Até a partilha dos lençóis,
quando não é o amor a rasgá-los.
Os dias, porém, depressa
nos obrigam ao esterco das rotinas,
ao desejo inútil de procurar
a morte noutros braços
Mas não. Não vou mudar de marca
de cigarros nem de pasta
dentífrica. Acordo logo que puder,
já sabes. Telefono-te rouco,
eventualmente triste, a precisar
de alguma liberdade para poder provar,
sozinho, que a liberdade não existe
mas dá bastante jeito.
E no entanto, depois disto tudo,
é altamente provável que eu te queira
amar. Como não sei melhor, como sei.
Better off without a wife, Manuel de Freitas
domingo, setembro 21, 2008
Os Amantes
O amante busca a utopia inalcançável.... O amante busca as pedras no caminho e não o banho quente no fim de uma caminhada. Quando um caminho termina... abre-se um novo, mais íngreme, mais difícil.. para tornar a busca interminável ainda mais desejada, ainda mais essencial....
O amante busca - consciente da sua derrota - tudo aquilo que os outros não ousam procurar... a eterna sensação de novidade, a eterna sensação de liberdade.
Vício? Talvez.... Acende mais um cigarro, o nosso amante errante... em busca de novos caminhos, novos desafios, novas paradas. Vício? Sim, com certeza... amar é um vício eterno, é o vício da sobrevivência. O cigarro apagou e o corpo pede mais... ele não pode recusar. Sim. A liberdade é o vício do amante... Liberdade é o nome que se dá ao mundo onde habita o Amor.
sexta-feira, setembro 19, 2008
Os criadores de monstros
São pessoas normais como nós e toda a gente que caminham as mesmas ruas, frequenta os mesmos espaços. Aparentemente. Mas só aparentemente. Os criadores de monstros têm um trabalho vitalício que os ocupa 24 horas por dia e sete dias por semana lá na oficina do pensamento. Peça por peça, vão criando, magicando um pequeno monstrinho. Sozinho. O criador de monstros é um ser solitário. E é ela – a solidão – que alimenta o monstro que ele cria, que lhe dá força, carisma e independência. Egocêntrico. O criador de monstros gosta de si e reconhece (ou será todo esse reconhecimento mera fantasia sua?) que o mundo, as pessoas que o rodeiam não são, não dão, não fazem o suficiente. Nunca é suficiente. O descontentamento é a matéria-prima do nosso criador de monstros. Mas…
No final, o monstro já criado – feio, pavoroso, diabólico – é chegada a conclusão: não existe espaço no mundo para ele. O criador de monstros esconde-o debaixo da sua cama. Por vergonha? Por gozo? O criador de monstros não cria monstros para os outros. Não, ele não quer mal a ninguém… senão a ele próprio. Ele cria os monstros para si, para sua própria companhia. Porque ás vezes é melhor sentir tristeza, dor, indiferença do que não sentir nada de nada.
quinta-feira, setembro 18, 2008
Brisa das palavras
Sussuraste-me qualquer coisa ao ouvido... e sim, senti-o.
Ou foste tu que na deliciosa brisa das tuas palavras empurras-te o globo para eu ter uma perspectiva diferente do mundo?
reaccao ao filme Candy de Neil Armfield
segunda-feira, setembro 15, 2008
Coffee & Cigarettes Part VI
segunda-feira, setembro 08, 2008
A realidade que só tu podes ver
- Como você, por exemplo....."
in Rio das Flores, Miguel Sousa Tavares
Ás vezes a realidade não é nada daquilo que queremos ver ou sentir.... porque não criar a nossa própria realidade e vivê-la feliz?
segunda-feira, agosto 25, 2008
o equilíbrio das coisas
quarta-feira, agosto 06, 2008
quarta-feira, julho 30, 2008
shortbus
terça-feira, julho 15, 2008
Für dich
Das Glas, aus dem du nie getrunken hast
Der Küchenschrott, den kein Mensch braucht
Und das Plastikobst,
Von dem du dich optisch ernährst
Das alles kommt mit
Und du auch
Das Klavier, auf dem du nicht spielen kannst
Der Abwasch, den du immer verschiebst
Und die Schokolade,
Die du in Krankenhausmengen verbrauchst
Das alles kommt mit
Und ich auch
Ich will deine Hand, ich will deinen Mund
Ich will deinen Kopf, ich will deine Zunge
Ich will deine Haare, ich will deine Haut
Und den ganzen Unsinn
Will ich auch
Die Hoffnungen, die du verlohren hast
Der Zorn, der nie richtig verraucht
Und die verschusselten Träume,
Von denen am Morgen nichts bleibt
Das alles kommt mit
Das brauchen wir auch
Ich will deine Hand, ich will deinen Mund
Ich will deinen Kopf, ich will deine Zunge
Ich will deine Haare, ich will deine Haut
Und den ganzen Kummer
Will ich auch
Die Fehler, die du nicht mehr ändern kannst
Die Worte, die du bereust
Und die Nächte,
In denen du nicht wußtest, wohin mit dir
Die nehmen wir nicht mit
Die lassen wir hier
domingo, julho 13, 2008
coffee & cigarettes - Part V

Dizes isso assim...
como se fosse a coisa mais fácil do mundo: acordar de manhã e ser feliz. Apenas porque sim. Desligar do mundo e dos outros. Simplesmente porque é o melhor.
Tenho que te dizer que não.
O mundo não funciona por controlo remoto e os outros fazem parte da história, sendo todos eles personagens principais do enredo.
Há dias como hoje em que o facto de acordares já depende de outrém e todos os outros brincam com o teu espírito como se ele fosse a bola no meio do campo. E tu não te podes queixar.
Não tens sequer o tempo necessário para o fazer... e mesmo que o tivesses, não farias porque dentro de ti saberias automaticamente que nada do que digas ou penses vai alterar as regras do jogo.
Limitas-te a deixar-te jogar.
E quando o jogo terminar.... deitas a cabeça na almofada e adormeces. Amanhã é outro dia e podes ser tu a dar o pontapé de saída.
quinta-feira, julho 03, 2008
Uma linha de giz à minha volta

Desenha à tua volta com um pedaço de giz esse quadrado imaginário que limita a tua área de existência. Este espaço que ocupas nunca deixará de ser teu...nem hoje, nem amanhã, nem nunca. Com o passar do tempo a linha vai ficando mais ténue e vais ter de ir retocando para que se veja. Sem te dares conta de isso, de retoque em retoque, a tua linha vai ganhando novos tamanhos e novas formas... ás vezes maior ou mais pequena, mais ou menos geométrica.
A tua linha de giz é tão intimamente tua como os pensamentos que te ocupam numa noite de verão. É aquela que marca o teu lugar no mundo, é que a que delimita onde começas e onde acabas.
Danço. E à medida que danço deixo remodelar-se a linha que eu também desenhei em volta do meu pensamento. E num passo de magia sinto o leve toque do momento em que as nossas linhas brevemente se cruzaram.
As linhas não são fronteiras. Posso invadir a tua?
quinta-feira, junho 26, 2008
Na ponta dos dedos
terça-feira, junho 24, 2008
A Ponte

A ponte que nos une nao é feita de cimento nem de pedras. Ela nao existe para juntar dois pontos geográficos separados por um rio, uma falésia. A ponte que nos une nao tem nenhum objectivo. A ponte que nos une - tanto como nos separa! - nao envelhece com o tempo, nao se torna frágil nem débil.
Nao há carros que passam por cima da nossa ponte. Nao há carros, nao há pessoas e o único movimento que se sente é a brisa do vento que empurra para lá e para cá as palavras que nos temos a dizer.
A nossa ponte está vazia e cheia ao mesmo tempo. Vazia de gentes e coisas, cheia de mim, de ti. Cheia dos sentimentos invisíveis que vamos trocando quase instintivamente um com o outro. Praticamente nem damos conta da velocidade com que os nossos sentimentos voam de um lado ao outro preenchendo um pouco mais cada um de nós, fazendo o tempo parecer mais curto, mais rápido.
Gostava de me puder encontrar contigo agora mesmo no meio da ponte onde o vento sopra mansinho...
domingo, junho 15, 2008
The heart is a lonely hunter
terça-feira, junho 10, 2008
How long is now?
Agora somos tudo aquilo que queremos ou não queremos ser.
Agora rimos ou choramos.
Agora falamos, discutimos, calamos.
Agora andamos, corremos.
Agora paramos.
Agora desejamos que tudo seja diferente.
Agora apoiamos a monotonia.
Agora somos brancos, negros ou coloridos.
Agora somos transparentes.
Agora sonhamos com um mundo melhor.
Agora lutamos.
Agora sentamos em silêncio.
Agora cantamos de alegria.
Agora é agora. Por agora é tudo. E pode ser para sempre.
domingo, junho 01, 2008
Some things

Dois olhares quando se cruzam falam entre si. E aquilo que se vão dizendo é um segredo bem guardado pelos dois. Ninguém sabe o que vão dizendo um ao outro. Ninguém sabe as histórias que se vão contando um ao outro nos segundos que se escondem entre o encontro e o desencontro. Os olhares têm uma linguagem própria que chega a ser tão secreta até mesmo para aquele que os possui.
Dois olhares, quando se cruzam, são como o relâmpago que antecede o trovão.
Ambos conhecem a brevidade do momento. E gozam-no.
foto: http://olhares.aeiou.pt/galerias/detalhe_foto.php?origem=7&id=301085
quinta-feira, maio 29, 2008
Devil's lover
Nada. Nada disto que vês e ouves é uma representacao verdadeira da realidade que vivemos. Murmurou entre um suspiro e outro. O que é num instante o mundo, nao é o mundo para sempre e por isso fecha os olhos e espera. Eu aviso-te quando puderes abrir.
terça-feira, maio 27, 2008
Perdi....
Hoje perdi o comboio das palavras... e quase não me importei.
Estou a tentar reunir as forças necessárias para correr.... se for depressa ainda o apanho na próxima estação.
quarta-feira, maio 14, 2008
Cheiro a terra quando chove

um cheiro a terra quando chove que me encanta. E, tal como esse acontecimento natural, o teu corpo é tao esporádico na minha vida como as chuvas de verao.
Eu nao me importo. Nao me importo porque a vida é assim mesmo... cheia de chuvas com cheiro a terra, cheia de encontros e desencontros que ganham todo o seu valor pela efemeridade em que acontecem.
O cheiro do teu corpo guardo-o no meu coracao....até á proxima vez.
quarta-feira, maio 07, 2008
Solidão voluntária
Ontem apontei na agenda: pensar. Não tive tempo. Não tive espaço.
domingo, maio 04, 2008
Hoje não...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não..."
Fernando Pessoa
P.S. Hoje o meu coração invadiu a minha cabeça, a minha pele, os meus pensamentos...e por isso hoje não posso fazer mais do que isto. E não mais. Hoje estou cansada de me partilhar comigo mesma.
sexta-feira, maio 02, 2008
Quando o silencio é o único que resta...

wo der Wind deine Haare vermisst
wo jede Welle ein Seufzer
und jedes Sandkorn ein Blick von dir ist
Am liebsten wäre ich ein Astronaut
und flöge auf die Sterne wo gar nichts vertraut
und versaut ist durch eine Berührung von dir
Ich werde nie so rein und so dumm sein wie weißes Papier
Foto extraída da página de Daniel Camacho no website Olhares.com
sexta-feira, abril 25, 2008
Porque hoje é dia Sim!
quinta-feira, abril 24, 2008
Thanks to Pi

The reason death sticks so closely to life isn't biological necessity - it's envy. Life is so beautiful that death has fallen in love with it, a jealous possessive love that grabs at what it can.
But life leaps over oblivion lightly, losing only a thing or two of no importance, and gloom is but the passing shadow of a cloud.
terça-feira, abril 08, 2008
Com os olhos virados para dentro
Disse ela a brincar consigo mesma despida em frente ao espelho. No reflexo estava ela, por trás a cama desfeita e o armário cor de pinho que ela escolhera há uns meses atrás. No reflexo estava ela e tudo aquilo que lhe pertencia. "Tudo aquilo que lhe pertencia," ecoou-lhe no pensamento. E deixou-se ficar assim intermitente, esse eco que confirmava a posse e lhe dava sossego. A porta estava fechada e ela continuava em frente ao espelho. Pouco se mexia, pouco se mudava.
Nessa inércia o tempo custava a passar, como se lá fora tudo seguisse o seu rumo mas as paredes impedissem o tempo de invadir este quarto sagrado, esta pessoa divina. Mas nem o tempo tinha para ela demasiada importância, aliás, nem sequer tinha reparado que o ponteiro passou de uma hora a outra e a outra. Se o relógio parasse ela nem se importaria, não é que não reparasse, mas não teria qualquer significado.
Ao fim de umas horas - não sei precisar quantas - vestiu-se. Pôs a roupa que mais a favorecia, olhou-se mais uma vez no espelho. No reflexo...ela, a cama desfeita e armário. Nada mudou, só os adereços que também a ela lhe pertenciam, que também eles eram de certa forma pedaços dela e da sua história.
Abriu a porta e saiu.
Lá fora as pessoas movimentavam-se de um lado para outro com pressa ou mesmo sem ela, tinham objectivos, destinos e outros que as esperavam. O barulho do vento empurrava o tempo de cada e com ele os destinos mudavam-se, adaptavam-se. As vozes entoavam nos becos e os ecos que se ouviam não lhe pertenciam. Começou a sentir o seu coração a bater mais depressa. As vozes não lhe pertenciam, os movimentos também não. E os destinos? Esses tão pouco eram os seus. As coisas mudavam de lugar sem o seu comando e o relógio gigante do tempo girava freneticamente sem parar. E ela sentia-o. Sentia-o com tanta força a influenciar as batidas do seu coração e o seu caminhar. Os seus passos agitados substituiram os pés imóveis que estavam antes parados em frente ao espelho e deu por si a caminhar de olhos fechados e a visualizar o seu quarto onde tudo era como ela queria, onde as coisas só mudavam porque ela assim o desejava.
Gritava dentro da sua alma "eu vejo, eu vejo, eu vejo". E de cada vez que o seu pensamento repetia, imaginava com mais força o espelho com o reflexo do seu corpo, da cama, do armário e o relógio parado.
Entrou e fechou a porta atrás de si.
"Eu vejo." Disse ela. Sem nunca se aperceber que tudo aquilo que quis ver não foi mais do que uma imagem de uma realidade imaginável e criada. Tirou a roupa e atirou-a a um canto. Mais uma vez em frente ao espelho. Ela e o reflexo do seu mundo.
O tempo parou de facto.
quarta-feira, março 19, 2008
sábado, março 15, 2008
domingo, março 09, 2008
Mundo(s)
sexta-feira, março 07, 2008
Sinónimos
Por escolhermos algo abdicamos sempre de outro...e abdicamos quase incoscientemente. Inconscientemente porque, por vezes, tarda um pouco até nos apercebermos realmente de que perdemos algo no momento da escolha.
Escolher é um eufemismo da vida.
terça-feira, março 04, 2008
Tonight

sábado, março 01, 2008
Sufoco
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
sábado, fevereiro 23, 2008
Reflexo sem espelho
Um sentimento que se sente e não se exprime.
Um grito que se comprime até a absorção.
Um reflexo que nega a sua existência em frente a um espelho e não se vê.
Por todas as palavras que ficam por dizer....
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
terça-feira, fevereiro 05, 2008
The collection
People do it almost unconsciously. They collect.Practical people collect stamps or postcards. Sentimental people collect love letters. Nostalgic people collect photos from old good days. Curious people collect antiquities. Organized people collect restaurant bills. But all of them collect something in common. All of them collect pieces. People can't be taken as a whole. Each person is a collection of pieces from another person, from a odd experience. And without noticing they are building a neverending collection.
The collection of each is alive. Sometimes it breaks and the time comes to put the pieces all back together. Nonetheless you will never be sure that you can build the same collection you had before.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Alter Ego
But isn't true that an author can write only about himself?
Staring impotently across a courtyard, at a loss for what to do; hearing the pertinacious rumbling of one's own stomach during a moment of love; betrying, yet lacking the will to abandon the glamorous path of betrayal; raising one's fist with the crowds in the Grand March; displaying one's wit before hidden microphones. (...) The characters in my novels are my own unrealized possibilities. That's why I am equally fond of all of them and equally horrified by them. Each one has crossed a border that I myself have circumvented. It is that crossed border which attracts me the most. For beyond that border begins the secret the novel asks about. The novel is not the author's confession: it is an investigation of human life in the trap the world has become. "
Milan Kundera, The unbearable lightness of being
sexta-feira, janeiro 18, 2008
As paredes
As paredes à volta do meu coração fui eu que as construí. E o cansaço não me deixa agora deitá-las abaixo e eu já não gosto daquilo que pintei.
As paredes à volta do meu coração são muros.
sábado, janeiro 12, 2008
Kannst du die Musik spüren?

Em alemao "spüren" significa sentir. Mas nao se trata de um sentir qualquer. A língua portuguesa tem uma certa ambiguidade, por vezes bastante, vulnerável. Em português tudo se sente. Sente-se o cheiro. Sente-se o sabor. Sente-se a música. Sente-se o vento. Sente-se o metal frio das chaves que abrem a porta de casa.
Voltemos ao "spüren". Sim, "spüren" significar sentir. Mas nao se trata de um sentir ambíguo(como o nosso!), "spüren" significa sentir algo com as maos, com o corpo. "Spüren" é o sentimento que fica depois do toque, seja ele leve ou intenso, frio ou quente, carinhoso ou agressivo. E agora a pergunta do meu título é: Consegues "sentir" a música?
Deita-te no chao de barriga para baixo. Fecha os olhos. Deixa a música tocar bem alto.
Spürst du das?
inspirado no filme de Carline Link, Jenseits der Stille, no qual a música tem de entrar no coracao sem utilizar os ouvidos.
quinta-feira, janeiro 10, 2008
You can run but you can't hide
Agora a minha solidao vê-se melhor.
Sophia de Mello Breyner
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Don't think
segunda-feira, dezembro 31, 2007
Ponto Final. Parágrafo.
10, 9, 8....3,2,1. E desta forma comeca um novo parágrafo da vida que promete novas experiencias. Nunca se sabe ao certo o que ele irá trazer: coisas boas, coisas más, momentos alegres e outros tristes...cada qual tem os seus hábitos e tradicoes. Este propus-me fazer uma lista daquilo que me desejo para 2008 e o resultado foi:
1. Ser feliz.
Ponto final.
sexta-feira, dezembro 07, 2007
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Ilusão de óptica
Sim, o tamanho aparentemente importa bastante. Até porque crescer não é uma decisão própria.
Crescer acontece.
Quando as calças de remendos começam a ficar acima do tornozelo e ameaçam a descida da cortina vermelha, já não há muito que se possa fazer para salvar aquilo que resta de uma inocência a ponto de ser perdida.
Mas ao olhar no espelho a imagem que este reflecte não é necessariamente a verdade que se esconde por trás da pele.
Lá no fundo, a pergunta "O que é que vou ser quando for grande?" ecoa fechada num baú esquecido.
O tamanho diz que não é permitido hesitar.
quarta-feira, novembro 28, 2007
Monstros debaixo da cama
sexta-feira, novembro 23, 2007
Glück Nr. 5
(Por vezes a felicidade existe por nao entendermos o sentido das coisas)
Francois Lelord
terça-feira, novembro 20, 2007
porque sim
Sim. O rumo das coisas pode às vezes ser aquele que desejamos e raramente tivemos.
Deixemo-nos acreditar que sim.
Sim. O sonho consegue por vezes ser o espelho da realidade ainda nao vivida.
Vamos sonhar...porque sim.
E se o "porque sim" persistir em ficar, pode ser que nao voltemos a acordar.
Escrito à pressao para todos aqueles que vivem a vida porque sim e vêem em essa naturalidade o caminho único para uma felicidade que só surge quando menos se espera. Também ela aparece simplesmente porque sim.
terça-feira, novembro 06, 2007
Decisões instantâneas
É bem verdade.
O tempo não pára.
Mas nós paramos no tempo. Ou melhor, oferecemo-nos aquele momento de reflexão que não acompanha aquilo que inevitavelmente não controlamos: o tempo.
Se o tempo fosse algo capaz de ser descrito fisicamente...se o tempo fosse de todas essas coisas que ele próprio ultrapassa, mesmo sem querer... se assim fosse, o tempo seria como o vento. Ás vezes brisa, ás vezes furacão...vai varrendo e levando consigo tudo aquilo que lhe vai surgindo pelo caminho.
Mesmo a ti. Ou a mim.
A menos que... decidamos não nos deixar varrer, não nos deixar levar arbitrariamente. Podemos decidir acompanhar o ritmo.
Vens?
terça-feira, outubro 30, 2007
Go, go...
hold your fists high,
grow, slow,
stand in for the fight
though
I hope you never have to.
So I say run, run
sparkling light,
have your fun and then come home at night
I'm sure you'll tell me something new
I can see the world through you
David Fonseca, I can see the world through you
quarta-feira, outubro 24, 2007
Um dia..eventualmente...vai deixar de magoar.
terça-feira, outubro 23, 2007
Hoje
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre --
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.
Alberto Caeiro
sábado, outubro 20, 2007
Expiration date

Every feeling has its expiration date.
The game's over, the lights go out. And you wait... you wait... you can't be tired of waiting if you love. It is in your deepest nature to wait. Wait until the day you realise you are not waiting anymore....
And the only remaining question is: Is a feeling still alive once it expirates?
I think so...
terça-feira, outubro 09, 2007
Memory box...do we share the same?
And I fought on foreign sands for you
Once I was a hunter
And I brought home fresh meat for you
Once I was a lover
And I searched behind your eyes for you
And soon there'll be another
To tell you I was just a lie
And sometimes
I wonder
Just for a while
Will you remember me
And though you have forgotten
All of our rubbish dreams
I find myself searching
Through the ashes of our ruins
For the days when we smiled
And the hours that ran wild
With the magic of our eyes
And the silence of our words
And sometimes
I wonder
Just for a while
Will you remember me
Tim Buckley
Porque ás vezes pouco mais nos resta do que as memórias que nos fazem felizes... e o medo de as perder consegue ser maior do que o sofrimento da lembranca...
segunda-feira, outubro 08, 2007
Do outro lado do mundo, do outro lado da vida

Existe sempre um outro lado. Existe sempre um oposto. Uma contradição. E se abrirmos bem os olhos - e com eles o espírito - somos capazes de compreender que um lado não existe sem o outro. São duas partes que se complementam, duas partes de uma unidade só. As condições em que se complementam são indiferentes... o acto de complementar é que cria o equilíbrio da unidade. Seja por semelhança, seja por diferença... os dois lados de uma luta é que dão origem a essa luta. Senão houvesse oposição, não haveria luta.
"Auf der anderen Seite", "The edge of heaven"...seja ele traduzido como "Do outro lado" ou "Limite do céu", é um retrato real das divergências da vida, da sensação de completo partindo pelo pressuposto da oposição. Um professor. A Turquia. Os Direitos Humanos. Três lados diferentes de um triângulo tridimensional...por vezes estamos tão ocupados com a nossa aresta que nos esquecemos que existe uma outra que nos reflecte. Por vezes estamos tão distraídos no embalo da vida que num segundo o seu oposto nos toma e nos leva para a outra margem.
Nejat: "Brindemos"
Susanne: "Á morte."
Um brinde á morte...e que ela nunca nos faça esquecer que a vida nunca deixará de ser uma simples margem. Do outro lado... ninguém nos virá contar como será.
quarta-feira, outubro 03, 2007
Olhos de Maré
Num olhar de quem nunca o viu
Por ter ido atrás de uns olhos de maré
Sou capaz de andar sobre um mar que nunca existiu
Mas não sou capaz de ir mantendo a fé
Ventos e marés vão fazer o sol naufragar
Na palma da mão que o mar não soube ler
E se tu não és esse sol que me quer queimar
Não verás então o mar que tento ser
Letra de Dazkarieh "Olhos de Maré"
Se as palavras me faltam roubo as dos outros... por vezes é difícil transmitir em meros símbolos ortográficos a complexidade de um sentimento que nos consome por dentro. E quando é assim, gosto de roubar.. roubar as palavras de poetas ou músicos que acabaram por encontrar um caminho feliz de libertar os monstros que habitam dentro deles...
quarta-feira, setembro 19, 2007
Amor e Loucura
Era uma vez a Loucura. Um dia ela decidiu dar uma festa e convidar todos os seus amigos. Durante a festa a Vontade sugeriu jogar às escondidas. „Jogar às escondidas? Que jogo é esse?“ perguntou a Ignorância. „As escondidas é um jogo: um de nós conta até 100 e os outros têm de se esconder. O último a ser encontrado ganha.“ Respondeu prontamente a Inteligência. Todos quiseram jogar menos o Medo e a Preguiça. A Loucura está tão entusiasmada que se ofereceu para ser ela a contar. A confusão começou, todos se queriam esconder o mais rápido possível. A Segurança foi esconder-se no sótão da casa do vizinho. De certeza que aqui ninguém a encontra! O descuido escondeu-se atrás de uma plantinha. A Tristeza só chorava, sem conseguir sair do sítio. A Insegurança chorava junto como ela, porque não sabia se era melhor esconder-se à frente ou atrás do muro. “…98,99,100!“ gritou a Loucura. „Eu vou vos encontrar!“ A primeira a ser encontrada foi a Curiosidade, porque estava tão curiosa de saber quem seria o primeiro a ser encontrado, que foi descoberta ao espreitar do seu esconderijo. A Felicidade também foi rapidamente descoberta. Era impossível não ouvir as risadinhas dela. Em pouco tempo a Loucura já tinha encontrado quase todos os seus amigos. Até mesmo a Segurança. Foi então que o Cepticismo se lembrou: „E onde é que está o Amor?“ Todos encolheram os ombros. Na verdade, ninguém reparou onde é que ele se escondeu. Começaram a procurar: debaixo de pedras, para lá do Arco-Íris, sobre as árvores… A Loucura procurava no meio dos arbustos com um pequeno pauzinho. De repente ouviu-se um grito! Era o Amor. A Loucura arrancou-lhe um olho sem querer. Ela pediu imensas desculpas, e como prova do seu arrependimento, ela prometeu ao Amor que iria ser os seus olhos, para sempre. O Amor aceitou. E foi a partir deste momento que se começou a dizer que o Amor é cego e guiado por uma certa Loucura.
traducao de um texto publicado ontem no blog da Alexandra
segunda-feira, setembro 17, 2007
copo meio cheio ou meio vazio?

domingo, setembro 16, 2007
Emotional vs Rational
Happy hands and your elbow in the appropriate place
And we ignored our others, happy plans
For that delicate look upon your face
Our bodies moved and hardened
Hurting parts of your garden
With no room for a pardon
In a place where no one knows what we have done
Do you come
Together ever with him?
And is he dark enough?
Enough to see your light?
And do you brush your teeth before you kiss?
Do you miss my smell?
And is he bold enough to take you on?
Do you feel like you belong?
And does he drive you wild?
Or just mildly free?
What about me?
Well you held me like a lover
Sweaty hands
And my foot in the appropriate place
And we use cushions to cover
Happy glands
In the mild issue of our disgrace
Our minds pressed and guarded
While our flesh disregarded
The lack of space for the light-hearted
In the boom that beats our drum
Well I know
I make you cry
And I know sometimes you wanna die
But do you really feel alive without me?
If so, be free
Damien Rice
To you, you know who... who made my world go round and stop. Stop for a moment that seems an eternity... I want to walk, but I guess I need to learn how to walk again...
sábado, setembro 15, 2007
quarta-feira, setembro 12, 2007
How to save a feeling?
I guess you don't want me to repeat it
But everything I have to give I'll give to you
It's not like we planned it
You tried to stay, but you could not stand it
To see me shut down slow
As though it was an easy thing to do
Even as my eyes do see it
The very things that make you live are killing you
Listen when
All of this around us'll fall over
I tell you what we're gonna do
You will shelter me my love
And I will shelter you
I will shelter you
segunda-feira, setembro 03, 2007
E.E.Cummings advised...
went down to the beach(to play one day)
and maggie discovered a shell that sang
so sweetly she couldn't remember her troubles,
and milly befriended a stranded star
whose rays five languid fingers were;
and molly was chased by a horrible thing
which raced sideways while blowing bubbles:and
may came home with a smooth round stone
as small as a world and as large as alone.
For whatever we lose(like a you or a me)
it's always ourselves we find in the sea
às vezes é preciso aprender... aquilo que o mundo nos oferece também nos pode tirar, com a mesma rapidez ou surpresa. No final (se é que se pode falar num final) o único que nos resta é aquilo que já tinhamos ao início: Nós.
terça-feira, agosto 21, 2007
O mundo sem olhos
Sem notar, ao som da música, estamos de olhos fechados e o vento que sopra do lado de fora é aquela mão que nos acaricia o cabelo antes de adormecer. O sorriso daques que amamos sabe (mesmo estando tão longe dela) à maresia de uma manhã de Verão. E então descobrimos que os olhos são o desvio da alma. São eles que nos distraem do toque da voz daqueles que nos rodeiam. De olhos fechados aprendemos a sentir o cheiro de um abraço no momento certo - cheira a jardim regado pela chuva fria numa noite de inverno.
De olhos abertos o mundo é mais impiedoso.
De olhos abertos o mundo mostra-nos a insipidez de um sorriso, a rigidez de um abraço. O cheiro, o toque o sabor desvanecem sem aviso prévio.
De olhos abertos o mundo tem jardins de pedra e as pessoas sâo estátuas igualmente imóveis.
De olhos abertos o mundo não passa do mundo que tão bem conhecemos.
segunda-feira, agosto 20, 2007
O que virá depois do Silêncio?
Inspira,expira.
Deixa que o ar te encha os pulmões,
como se os abrisses pela primeira vez.
São poucas as vezes em que sentimos
tudo como se fosse outra vez a primeira vez.
Pára.
Só por um instante.
Não deixes que o tempo
Não te dê tempo para parar.
Não fales.
Não digas nem uma palavra,
E goza o silêncio que o amor nos deixou.
foto extraída de www.galeriadelsangels.com
sexta-feira, agosto 17, 2007
Past Tense derivation
I would still be loving you.
when mountains crumble to the sea,
There will still be you and me.
The kinda person I give you my all
The kinda person nothing more
Little drops of rain whisper of the pain
Tears of love is strong, there is no wrong.
Together we shall go until we die
Inspiration is what you are to me,
Inspiration loving you....
And today my world is smiles
your hand in mine, we walk the miles
Thanks to you it will be done,
For you to me,
I'm the only one
Happiness no more, be sad
Happiness, I'm glad.
terça-feira, julho 31, 2007
You
sexta-feira, julho 27, 2007
Time
quinta-feira, julho 26, 2007
Shhhhhh......
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.
Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.
E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.
Carlos Tê
terça-feira, julho 24, 2007
Take my hand and let me lead you back to yourself

Sometimes angels pretend to be humans. And they pretend it so hard that sometimes they don't know anymore where their wings have gone.
Sometimes angels are weak and lost. And they can't find their way back to their track.
Sometimes angels forget to be angels...
quarta-feira, julho 18, 2007
Os amigos
Esses estranhos que nós amamos
e nos amam
olhamos para eles e são sempre
adolescentes, assustados e sós
sem nenhum sentido prático
sem grande noção da ameaça ou da renúncia
que sobre a luz incide
descuidados e intensos no seu exagero
de temporalidade pura
Um dia acordamos tristes da sua tristeza
pois o fortuito significado dos campos
explica por outras palavras
aquilo que tornava os olhos incomparáveis
Mas a impressão maior é a da alegria
de uma maneira que nem se consegue
e por isso ténue, misteriosa:
talvez seja assim todo o amor
José Tolentino Mendonca
quarta-feira, junho 20, 2007
domingo, junho 17, 2007
Coffee & Cigarettes - Part IV

You are the Empress
The Empress is associated with Venus, the feminine planet, so it represents, beauty, charm, pleasure, luxury, and delight. You may be good at home decorating, art or anything to do with making things beautiful.
The Empress is a creator, be it creation of life, of romance, of art or business. While the Magician is the primal spark, the idea made real, and the High Priestess is the one who gives the idea a form, the Empress is the womb where it gestates and grows till it is ready to be born. This is why her symbol is Venus, goddess of beautiful things as well as love. Even so, the Empress is more Demeter, goddess of abundance, then sensual Venus. She is the giver of Earthly gifts, yet at the same time, she can, in anger withhold, as Demeter did when her daughter, Persephone, was kidnapped. In fury and grief, she kept the Earth barren till her child was returned to her.
What Tarot Card are You?
segunda-feira, junho 11, 2007
Indecisos por decisão própria
Que mais irão dizer sobre nós? Não contribuímos para o aumento da taxa de natalidade. Somos filhos do comodismo. Contudo a mais recente acusação é um ataque ás nossas perspectivas de vida: cada vez mais somos rotulados de´“incapazes de tomar decisões”. Incostantes e indecisos. Mas, e se dizermos que o adiamento de decisões não é sinónimo da incapacidade de as encontrar? E se esta disposição para o novo não for mais do que um valor nascido da necessidade e/ou realidade?
Aqui não se trata de pessoas que ficam horas sentadas, de olhos pregados no menu do café a tentar decidir se tomam uma cerveja ou um gin tónico. Também não se trata daqueles que saltam de curso em curso sem fazerem a mínima ideia do que fazer com a própria vida. Aqui vamos falar sobre aqueles que sabem o que querem mas que reconhecem que o caminho tem muitas curvas. Pessoas que reconhecem que o mundo se transforma em cada segundo, e que os desejos de hoje podem não ser os de amanhã e os de amanhã podem ser algo que nunca pensariam querer hoje. Não se trata de inconsistência mas de constante mudança.
O escritor de argumentos de cinema que ainda não consegue viver da sua profissão e que, por isso, serve à mesa três vezes por semana, é muitas vezes acusado de conformado. A jovem designer que não consegue juntar dinheiro suficiente com as suas vendas e por isso trabalha em part-time num call center é associada à falta de idealismo. No entanto, ambos tomaram uma decisão muito importante: tentar a todo custo fazer profissionalmente aquilo que realmente desejam, mesmo que isso signifique ter outra profissão (temporariamente).
Antigamente era tudo bastante mais fácil: os objectivos de vida bem definidos (trabalho fixo, casamento, filhos e casa própria), assim como, a forma de os alcançar (boas notas, noivado, conta poupança habitação). Todos eram verdades dogmáticas – mas nem sempre essencialmente boas. A verdade é que ninguém sente falta dos tempos em que o filho assumia o negócio do pai e as mulheres nem sequer tinham liberdade para decidir sobre a própria vida. Nem tão pouco dos tempos em que, quase ainda crianças, tinhamos de decidir sobre o nosso futuro. Crianças que mostram precocemente um grande poder de decisão, têm o dobro das chances de dar um passo em falso.
Contudo, não se trata aqui exclusivamente da escolha da profissão futura, mas sim, também da eterna pergunta: “Como é que eu quero viver?” As gerações anteriores já nos mostraram os dois extremos: a divisão política e social dos anos 60 e o hedonismo dos anos 80. A verdade é que aprendemos a evitá-los ou a contorná-los estrategicamente. Mas, não será mais duvidosa uma frustrante carreira de chefe, do que a luta humana por algo em que se acredita? Então porque é que temos de nos sentir obrigados a fazer para o resto da vida algo que não nos dá o mínimo prazer?
terça-feira, junho 05, 2007
Life's lesson...
quinta-feira, maio 24, 2007
Spaceships by your window
Close to nothing at all
The same old scenario, the same old rain
And there's no explosions here
Then something unusual, something strange
Comes from nothing at all
I saw a spaceship fly by your window
Did you see it disappear?
When will a spaceship fly by my window?
quinta-feira, maio 10, 2007
A plataforma da estacao

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida
Porque há pessoas que deixam marcas eternas na vida de alguém... essas pessoas nao se esquecem seja qual for o canto do mundo onde elas agora estao. Há sempre uma outra plataforma de estacao que espera o momento do reencontro... as despedidas sao simplesmente o pretexto de um novo encontro.
quinta-feira, abril 26, 2007
coffee and cigarettes... Part III

Pedacos de mim...
terça-feira, abril 03, 2007
Should I go?
quinta-feira, março 01, 2007
Uma estrela no canto do universo
In einer anderen Welt, weit, weit entfernt von der Welt unseres kleinen Mädchens, wohnte einen kleinen Halbmensch. Er war nicht nur klein aber auch jung und voll von Träumen. Dieser kleine Halbmensch war ein kleiner Junge. Seine goldene Haaren und hellen Augen spiegelten den Wunsch einem Tag nicht mehr halb zu sein. Seine Welt war irgendwie zu grau für eine einsame Seele. Deswegen wanderte der kleine Junge. Wanderte und… und war schon genau an der gleiche Stelle, in der er angefangen hatte. Eines Tages war es so ermüdend, dass er sich ein bisschen hingesetzt musste. Er saß und weinte. Und warum? Der kleine Junge hatte die ganze Zeit gewartet und es gab keinen anderen Halbmensch, mit dem er die Zeit ein bisschen mehr farbenfreudig machen konnte.
Es gab einmal einen Moment. Ein Moment, in dem ein Stern schien. In einer großen Welt gab es ein alleine Mädchen. In anderer grauen Welt gab es einen einsamen Junge. Beide haben gleichzeitig der Stern angeguckt und bemerkt wie stark er glänzte. Genau in diesem Moment haben sie sich getroffen. Die große Welt ist alleiner geblieben. Die graue Welt ist dunkler geblieben. Aber der Stern schien stärker wegen dem Lächeln zwei fröhlicher Menschen.
Música

Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?
Queria falar contigo,
dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.
Com que palavras
ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?
Deixa-te estar assim,ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim.
Ás vezes é bom estar presente na vida dos outros sem o estar efectivamente. Escutá-la de fora como se nao fossemos mais do que ouvintes de uma sinfonia que nos fascina. O corpo das pessoas que amamos é uma pauta pura e a sua vida e forma sao as notas que a enfeitam...
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Princesas do século XXI

sábado, janeiro 27, 2007
Jogamos?
como pode a lua nao querer o céu?
mas,
como pode o mar nao querer o chao?
porque esta noite me sinto perdida no meio destes dois opostos que se atraem mutuamente. E neste jogo de atraccao reconhecem que nao existem um ponto em que se encontram. Neste jogo de atraccoes apercebem-se que a essência do jogo é jogar....
segunda-feira, janeiro 01, 2007
O riso do mundo
Ri-te da noite,do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
Porque nao deixamos que o riso do mundo nos contagie, pelo menos um pouquinho todos os dias? Vamos fazer de conta que sem ele nao conseguiríamos viver... como se ele fosse o ar que respiramos....
Feliz 2007!






















